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De bike ao trabalho

Como o ciclista urbano pode lidar com o suor

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Um dos empecilhos mais recorrentes argumentados por quem já cogitou se locomover de bicicleta por João Pessoa é, sem sombra de dúvidas, o suor. A impossibilidade de tomar banho no local de trabalho, por exemplo, já fez muita gente desistir da ideia. Vamos entender aqui os reais problemas relacionados à transpiração do ciclista urbano e como contornar isso. Se você ainda não experimentou a bicicleta como meio de transporte por esse motivo, saiba que você não precisa chegar ao trabalho “ensopado” de suor, tampouco fedendo.

Primeiro é importante entender que o suor tem como função controlar a temperatura do corpo. Ele é composto apenas por água, cloreto de sódio (sal) e ureia. Nenhuma dessas substâncias tem odor, ou seja, fede.

Quem está começando a utilizar a bicicleta na cidade pode enfrentar problemas com o suor. Uma parte diz respeito à fase inicial de adaptação física e a outra parte pode estar diretamente ligada, sem que o ciclista perceba, ao nervosismo por estar encarando uma nova dinâmica em seus trajetos. O nervosismo pode aumentar consideravelmente o suor de alguém. No fim do percurso, o ciclista iniciante pode não associar que boa parte do seu suor foi provocada pelo nervosismo resultante da nova experiência.

Resolvemos listar pontos importantes relacionados a esse assunto:

1 – Adaptação física

O exercício de pedalar exige que determinados grupos musculares trabalhem. Se você não tiver esse hábito, levará um tempo para que seu organismo se acostume. Como cada corpo funciona de maneira diferente, esse tempo de adaptação pode variar um pouco. Pessoas sedentárias levarão mais tempo e pessoas com muita massa corporal tendem a suar mais. O ideal é que você comece praticando nos horários de lazer e passe a incluir no seu cotidiano, aos poucos. Com alguns meses, o ciclista pode estar tão acostumado que mal sentirá o esforço aplicado no pedal. Nesse momento, pedalar se torna equivalente a caminhar.

2 – Ritmo

Principalmente se for motorista ou motociclista, é muito natural que você queira pedalar com a mesma pressa que tem quando está motorizado. Essa é uma má herança do automóvel, que deixa as pessoas irracionalmente apressadas. A proposta de se locomover por meio da bicicleta traz perspectivas diferentes. O destino passa a não ser tão importante, dando lugar ao desfrute do percurso e à interação com a cidade. Aplicar um ritmo confortável na pedalada é fundamental para aproveitar o trajeto e, de quebra, suar menos. Tente pedalar com uma média abaixo de 15 km/h.

3 – Clima e geografia

Embora o clima de João Pessoa cause certa aflição em muitos pessoenses, ele apresenta índices elevados de umidade do ar, o que é bastante favorável para o ciclista. A sensação do vento no rosto, sentida por quem usa a bicicleta, é ampliada por causa disso. Mesmo assim, sabemos que o calor varia ao longo do dia. A maioria das pessoas se desloca ao trabalho no início da manhã e retorna para casa no final da tarde ou início de noite. Essas são faixas de horário super agradáveis para se pedalar, com o bônus de não ter que ficar preso em qualquer engarrafamento. Quanto à geografia, também temos sorte: há pouquíssimas ladeiras em João Pessoa. Se você tiver que encarar alguma durante seu percurso e acha que isso exigirá muito de você, experimente descer da bicicleta e subir caminhando por um minuto para evitar o suor.

4 – Equipamento

Você não precisa gastar milhões numa super bicicleta, mas é importante ter uma minimamente confortável. Tamanho adequado e tipo apropriado são mais importantes que material e marca. Procure saber se a bicicleta está bem adaptada às suas medidas. Isso lhe proporcionará mais conforto e exigirá menos esforço, fazendo com que a transpiração seja minimizada. Alguns acessórios também podem ajudar, como uma catraca do tipo mega range – aquela maior, geralmente com 34 dentes, que serve para facilitar a vida do ciclista durante uma subida.

5 – Bagageiro e alforges (bolsas)

Embora também sejam equipamentos, merecem uma atenção especial por conta da importância. Esses acessórios transformam a experiência de um ciclista urbano. Infelizmente, ainda é muito difícil encontrar alforges aqui em João Pessoa, mesmo nas principais lojas. Uma ótima solução, além de econômica, é instalar um caixote no bagageiro. A cesta dianteira, muito presente nas bicicletas de modelo feminino, também pode ajudar nessas horas. Tudo isso para evitar que você pedale com uma mochila nas costas. Prefira amarrar sua mochila no bagageiro com o auxílio de um elástico do que deixá-la em contato com o corpo durante o pedal, pois é desconfortável e provoca um suor excessivo nas costas, região pouco atingida pelo vento durante o deslocamento.

6 – Hidratação

A hidratação é fundamental. Nunca deixe de levar água gelada e ir bebendo devagar ao longo do percurso. Fazendo isso, a temperatura do corpo é mantida baixa e a produção do suor diminui razoavelmente.

7 – Vestuário

Você não precisa ir “fantasiado” de ciclista para os lugares. Vá testando as peças que já possui e descubra aquelas que são mais confortáveis. Com o tempo, é natural que seu guarda roupa sofra influência. Ao comprar uma nova peça, você se pegará fazendo avaliações que nunca fizera antes. Calças folgadas, por exemplo, exigem um cuidado maior para não terminarem sujas pela graxa da corrente. Caso seu trabalho exija maior formalidade, leve a roupa extra e faça uma troca sempre que chegar lá.

8 – Rotas

Descobrir trajetos mais apropriados é algo que todo ciclista urbano adora fazer. Segurança e conforto são pontos sempre levados em consideração. Experimente e descubra as rotas que te farão suar menos. Em determinadas épocas, por exemplo, algum trecho pode oferecer um refrescante vento contra. Ruas mais arborizadas também costumam ser amadas pelos ciclistas.

9 – Higienização

Sempre que possível, tome um banho antes de começar a pedalar. Você pode levar, também, lenços umedecidos para passar nas axilas quando chegar ao destino. Outra dica é lavar o rosto e enxugá-lo com uma toalha de rosto. Pode ser muito útil.

10 – Alimentação

Ainda há outros fatores, sobretudo relacionados à alimentação, que podem resultar num suor excessivo. A cafeína, por exemplo, causa ansiedade e aumenta a incidência de transpiração. Alimentos picantes ou muito temperados também contribuem para o suor excessivo e devem ser evitados, principalmente nos momentos que antecedem a pedalada. Busque ter hábitos saudáveis de alimentação, dando preferência à comidas mais leves.

 

Mesmo com todas essas dicas, algumas pessoas podem ter certo tipo de disfunção, como a hiperidrose, que causa suor excessivo em algumas regiões do corpo. Nesses casos, é necessário um acompanhamento profissional médico.

Por fim, viver a cidade de bicicleta também nos proporciona um conhecimento diferente sobre nosso corpo. Sua relação com o suor deve passar a ser um pouco diferente, pois é um processo natural do organismo. Sempre dê ouvidos ao seu corpo, compreenda-o. Se você ainda não usa a bicicleta como meio de transporte, experimente. Conheça melhor João Pessoa, as pessoas que vivem aqui e você mesmo.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Wanderlan Gomes

    23 de agosto de 2016 at 14:45

    Já usei bastante essas dicas qnd o assunto é suor no meu cotidiano e pra falar com pessoas que veem na transpiração um empecilho para pedalar Outra coisa q desde o ano passado venho observado é a questão da ansiedade: o quanto ela interefe na pedalada.

    Eu tenho problemas com ansiedade. E percebi q do ano passado pra cá tive q me reeducar, ou mesmo reaprender a andar de bicicleta.

    Prq a ansiedade: te pilhando pra vc chegar logo ao seu destino, ou ‘enfrentar o trânsito’ como um adversário, num jogo de competição, ou melhorar sua performance, aquela autocobrança por desempenho, tudo isso acaba atrapalhando o prazer de pedalar, a própria filosofia, digamos, do uso da bicicleta como meio de transporte e consequentemente tbm vc acaba transpirando muito mais do que naturalmente tanspiraria.

    Eu percebi, administrando melhor essa questão da ansiedade, pois mudei bastante (e pela quantidade de toalhinhas q utilizo, rs), que diminuí a minha transpiração em uns 50, talvez até 60%. Claro, levando em conta tbm outras dicas, como as do texto do Caio. Ms principalmente trabalhando mais essa questão da ansiedade.

    Bem, fica a dica. E se alguém quiser fazer alguma contribuição sobre esse lance da ansiedade, eu agradeço. Tô pensando até em fazer meditação, rs. E tbm acredito que esse tema deva ser mais explorado. Talvez aí esteja tbm um dos fortes obstáculos para mais pessoas aderirem à magrela.

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